12 de julho de 2018 às 10:12

MP acusa Crivella de usar escolas públicas para eventos da Universal

O Ministério Público do Rio (MPRJ) ajuizou nesta quarta-feira (11) uma ação civil pública por improbidade administrativa contra o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB). No documento, a promotoria acusa Crivella, que é bispo licenciado da Igreja Universa

Crédito:Foto: YASUYOSHI CHIBA/AFP

Foto: YASUYOSHI CHIBA/AFP

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, é acusado pelo MP de uso de serviços e espaços públicos por pessoas ligadas ao seu grupo religioso

O Ministério Público do Rio (MPRJ) ajuizou nesta quarta-feira (11) uma ação civil pública por improbidade administrativa contra o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB). No documento, a promotoria acusa Crivella, que é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, de usar "serviços e espaços públicos por pessoas ligadas ao seu grupo religioso".

Entre as ações relacionadas estão: a realização de eventos pela Igreja Universal em escolas públicas e o encontro com pastores no Palácio da Cidade, sede do governo municipal do Rio, localizado em Botafogo, na zona sul.

Na semana passada, uma reportagem do Jornal "O Globo", mostrou que na reunião com pastores foram oferecidos diversos benefícios para a comunidade evangélica, como ajuda para solucionar problemas com IPTU e auxílio para fiéis que precisem de cirurgias de catarata, vasectomia e varizes. A reportagem, que trouxe áudios gravados da reunião, suscitou a votação de uma sessão da Câmara de Vereadores em pleno recesso para discutir o impeachment do prefeito do Rio, nesta quarta.

A ação do MP cita ainda a realização de censos religiosos na Guarda Municipal e na Academia 'Rio Ar Livre", de um festival de cinema cristão na Cidade das Artes, além do corte de patrocínio de eventos religiosos de matrizes afro-brasileiras e controle de eventos com poder de veto diretamente pelo gabinete do prefeito.

A promotoria solicita em caráter liminar que Crivella se abstenha "de conceder privilégios para utilização de serviços e espaços públicos por pessoas ligadas ao seu grupo religioso"; "de utilizar a máquina pública municipal para a defesa de interesses pessoais ou de seu grupo religioso"; e de "determinar que servidores públicos municipais privilegiem determinada categoria para acesso a serviço público de qualquer natureza".

Procurada, a Prefeitura do Rio ainda não se manifestou sobre a ação. 

Fonte: UOL

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