06 de julho de 2018 às 17:31

No primeiro jogo difícil, acabou o oba-oba


Nos últimos dias, vi comentaristas esportivos tratando a seleção de Tite como o time de 70 e a Bélgica como o Íbis. Ouvi coisas como "O Brasil vai golear"; "Seria mais difícil pegar o Japão" e "Neymar vai deitar e rolar nessa defesa belga".

A imprensa já anunciava que a seleção desembarcaria no Rio em caso de título, e Tite disse que não iria a Brasília abraçar o presidente Temer. Sobrou até para o técnico da seleção belga, ironizado por nossos especialistas porque só teria trabalhado em clubes "de menor expressão".

O resultado está aí: a Portuguesa de Desportos do mundo fica na Copa, enquanto o todo-poderoso escrete do Canarinho Pistola volta pra casa. Hazard, craque raiz, vai jogar a semifinal, enquanto Neymar, craque Nutella, volta pro Instagram.

Quem acompanha o blog sabe que não tenho nenhuma simpatia pela seleção da CBF. E não se trata de torcer "contra o Brasil": ver Thiago Braz ganhando o salto com vara na Olimpíada foi um momento lindo; nossos times de vôlei, tanto o feminino quanto o masculino, são equipes para as quais dá vontade de torcer. Torci sempre por Cielo, Kuerten, pela seleção feminina de futebol e pelos judocas brasileiros. Mas torcer pelo time de Neymar, desculpem, não consigo.

Fico com pena de Tite e de veteranos como Marcelo, Miranda e Thiago Silva, que devem ter jogado suas últimas Copas. Mas ver o futebol neymaresco sucumbir não tem preço. Não agüento mais oba-oba, simulação, personal stylists e parças. E que negócio é esse de ver o pai desse cururu hospedado no hotel da seleção e jantando com Galvão Bueno para "selar as pazes"? Neymar é filho de Churchill?

Tenham todos um ótimo fim de semana.
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Fonte: UOL

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