12 de janeiro de 2018 às 04:00

VW T-Cross já tem data para surgir e marca pode trocar Touareg por Atlas

UOL Carros resume os lançamentos da fabricante dos próximos anos

No final do ano UOL Carros confirmou em primeira mão novidades sobre a Volkswagen do Brasil, que irá estrear versões com câmbio automático para Gol e Polo em 2018 e entrar no segmento de SUVs compactos apenas no início de 2019, com o lançamento do T-Cross -- que, no entanto, será mostrado antes, ainda nesta temporada.

Novas informações sobre lançamentos, porém, surgem de fontes ligadas à marca. Agora, temos a data exata do início de produção do T-Cross no Brasil.

O início da fabricação nacional no Paraná, garante nossa fonte (a mesma que confirmou que o Polo começaria a ser feito no Brasil em 1º de julho do ano passado, como realmente aconteceu), será em 1º de janeiro de 2019 -- com início efetivo das entregas, em março.

O carro vai aparecer no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro deste ano, mas deverá fazer presença também no Salão de Paris, um mês antes. O utilitário terá produção simultânea no Brasil, em São José dos Pinhais (PR), e na Espanha, que alimentará o mercado europeu.

Portanto é válido ficar atento a carros disfarçados, já que várias vezes ao longo deste ano protótipos do T-Cross montados em formato de pré-série (à mão, antes da linha de produção) poderão aparecer rodando camuflados pelo país.

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Além da data exata do início de produção do T-Cross, outra importante novidade se dá por conta de uma possível maior quantidade de lançamentos, superando o famigerado slide vazado pela Volkswagen da Argentina, que revelava planos da Volks para lançar 20 modelos no cenário brasileiro até 2020 (confira a imagem no topo desta página).

Esse número, segundo a fonte, pode ultrapassar de 20, já que em breve os planos serão atualizados.

Até mesmo o gigante SUV Atlas -- produzido nos Estados Unidos para aquele tipo de região específica, que gosta de carro exagerado -- passa a ser cogitado por aqui, já que será importado para a Argentina porque nossos vizinhos têm mercado atraente para carros de sete lugares. Isso praticamente encerraria a vida do mais refinado e poderoso Touareg por aqui, que já não vende como a marca gostaria.

Com o Atlas, o número de lançamentos no Brasil passaria a 21 modelos, já considerando o Polo e o recém-mostrado Virtus, que estreia no final deste mês.

Sobre o sedã, aliás, a fonte garantiu que versões com motor 1.6 MSI serão lançadas somente com câmbio manual, assim como foi com o Polo -- o Virtus não terá configuração de entrada com propulsor 1.0 aspirado, mas somente as 1.6 e 1.0 TSI. Essas mesmas configurações 1.6 podem receber câmbio AT mais para frente, quando Gol e o próprio Polo ganharem.

Volkswagen Virtus Highline 200 TSI: conheça versão "completaça" do sedã

Cara do Virtus é a mesmíssima do Polo, não havendo qualquer diferenciação entre hatch e sedã na parte dianteira. Sejamos sinceros: só é possível saber que estamos falando do três-volumes nesta imagem por causa da placa...

Traseira, esta sim, é bastante distinta. Diferentemente do Polo, cuja pegada é mais esportiva, Virtus aposta numa linha mais "classuda", com "bumbum arrebitado", vínculos horizontais que reforçam a largura e lanternas bipartidas

Versão Highline contará com os mesmos elementos do Polo no conjunto óptico dianteiro: faróis biparábola, faróis de neblina com assistência dinâmica de facho em curvas e luz diurna em LED formada por cinco pontos

Já a traseira é capaz de lembrar desde a atual geração do Jetta até um Audi A4 (guardadas as devidas proporções de refinamento), passando por carros de escola coreana (caso do rival direto Hyundai HB20S)

Observe como as lanternas do Virtus são bastante horizontais e compridas, invadindo boa parte da lateral da carroceria. Dentro da redação de UOL Carros houve quem gostasse bastante, quem detestasse e quem achasse apenas... interessante

Eis a insígnia que não nos deixa mentir. Estamos falando da versão 200 TSI Highline, que deve trazer de série basicamente os mesmos itens do Polo Highline: controle de estabilidade e tração, quatro airbags, carroceria reforçada, assistências de frenagem anticolisão, rodas de liga leve aro 16, ar-condicionado digital e trio elétrico

Até as rodas do Virtus têm o mesmo desenho do Polo. No caso desta unidades são peças com 17 polegadas de diâmetro cada, em jogo que deve ser oferecido como opcional

Chegamos à cabine do Virtus Highline e... Bem... Ela também é praticamente idêntica à do Polo, incluindo a predominância de plástico rígido com diferentes texturizações no acabamento. Só mesmo um "jogo de sete erros" para apontar as distinções

Assim como no Polo, elementos da ponta esquerda até a faixa central do painel estão voltados ao motorista, o que representa uma ótima solução do ponto de vista da ergonomia. Mas você não foi o único: também achamos o habitáculo monocromático demais

Olha ele aí! Quadro de instrumentos 100% digital, uma inovação do Polo, também estará presente no Virtus, muito provavelmente apenas como opcional, e no pacote mais caro

Além do cockpit digital a Volkswagen vai oferecer (mais uma vez como opcional) a central multimídia com tela sensível ao toque e à aproximação dos dedos, de 8 polegadas e completa em conectividade (projeção de celulares e três entradas USB)

Comandos do ar-condicionado e manopla do câmbio automático estão, novamente, idênticos aos do Polo, mas aqui há uma pequena diferença: não há um botão para abrir o porta-malas a partir do console central

Outro detalhe: Virtus terá cores e texturas exclusivas para tecidos (de série) e couro sintético (opcional) dos bancos, utilizando mais elementos em tons claros do que o Polo

Fileira traseira do Virtus promete ser um dos destaques do sedã: maior entre-eixos do segmento permitirá a ele oferecer excelente espaço para as pernas, além de ótimo ângulo de abertura das portas traseiras

Porta-malas com 521 litros também é um dos mais generosos (perde apenas para os 563 litros do Cobalt), e na versão Highline conta com iluminação e redinha para prender objetos na base do bagageiro

Motor 1.0 TSI recebe no Virtus a mesma calibração do Polo, alcançando 128 cv e 20,4 kgfm com etanol. Segundo a Volkswagen, nesta configuração o três-volumes é capaz de ir de 0 a 100 km/h em apenas 9,9 segundos

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No "listão" de lançamentos já revelado para o mercado argentino ainda constam: Polo e Virtus GTS (versões esportivas que podem contar com motor 1.4 TSI); Tarek (SUV médio baseado na matriz MQB e que poderá rivalizar com o Jeep Compass); um projeto de "mini-SUV" denominado CUV A0 (base MQB e mesmo entre-eixos de 2,56 metros do Polo, enquanto o T-Cross terá os 2,65 m do Virtus); a totalmente nova geração do Jetta, que será apresentada na semana que vem durante o Salão de Detroit (e poderá ser um dos destaques da marca no Salão de SP no final deste ano); o novo Tiguan com sua versão de sete lugares, que será importado do México para ser posicionado acima de T-Cross e Tarek e abaixo de Atlas/Touareg; e outro hatch subcompacto classificado como "A00", que entraria no lugar do Gol.

Todos esses serão distribuídos ao longo de 2019 e 2020; o "mini-SUV" e o sucessor do Gol podem ficar para 2021. Nossa reportagem acredita que o projeto "A00" será criado para unificar as vendas de Gol e up!. Sua plataforma deve ser uma atualização da atual base do próprio Gol, portanto sem qualquer conexão com a matriz modular MQB.

Gol e Voyage atuais no segundo semestre deste ano acumularão outra novidade: além do câmbio com conversor de torque (que substituirá o velho sistema automatizado monoembreagem I-Motion), ganharão, enfim, motor 1.6 MSI de Polo e Fox, aposentando o cansado EA111 quatro-cilindros de 1,6 litro e 8V, que rende 101/104 cv.

A nova picape que a Volks prepara para encarar Duster Oroch e Fiat Toro também utilizará a plataforma MQB A0 de T-Cross, Polo e Virtus, e deve chegar na segunda metade de 2019 -- ainda não está confirmado, mas ela pode manter o nome "Saveiro".

Tanto a picape quanto o T-Cross devem utilizar o motor 1.0 turboflex de 128 cv e 20,4 kgfm de Polo e Virtus nas versões mais básicas, trocando para o 1.4 TSI (também bicombustível) de Golf e do atual Jetta nas mais caras.

A Volkswagen do Brasil diz que não comenta sobre futuros lançamentos. "Conforme a Volkswagen do Brasil já anunciou, a empresa planeja lançar 20 novos produtos até 2020, a partir do lançamento do Polo. Os detalhes de cada um destes produtos serão apresentados por ocasião de seus lançamentos”, afirmou a empresa a UOL Carros recentemente. Novo Jetta será mostrado no Salão de Detroit, em janeiro, e pode estar no Salão de SP em novembro de 2018 Imagem: Divulgação

Com essas informações, veja como vai ficar a linha de modelos da Volkswagen -- que tem como principal objetivo, finalmente, recolocar a marca no topo do ranking de vendas:

+ CUV A0: é o "mini-SUV" que chegará como substituto do CrossFox; trata-se, de fato, de um CUV (abreviação em inglês para "utilitário crossover"). Na imagem ele aparece descrito como "A0", ou seja, derivado da plataforma do Polo, muito provavelmente com o mesmo entre-eixos do próprio hatch: 2,56 metros. Deve chegar entre 2019 e 2020.

+ T-Cross: SUV compacto confirmado para o Brasil. Já roda em testes há meses usando a carroceria de uma Golf Variant como mula, mas em breve deve começar a ser visto em sua carroceria final (ainda que em forma de pré-série, ou seja, unidades montadas à mão e fora da linha de produção). Começa a ser produzido em 1º de janeiro de 2019, terá entre-eixos do Virtus (2,65 metros) e vai brigar diretamente com Honda HR-V.

+ Saveiro NF: a sigla vem de "Nova Família" ("NF", no slide), que deve ser a citada picape derivada da mesma plataforma MQB A0 do Polo. Pode manter o nome atual e vai ganhar em espaço (porte será similar ao da Renault Duster Oroch) e equipamentos ao usar a base do Polo.

+ Gol e Voyage AQ: é a primeira de um total de duas atualizações programadas para a família Gol. Esta, em específico, sob a abreviação "AQ", se refere à substituição da caixa de câmbio automatizada I-Motion por uma da família Aisin AQ Tiptronic, automática de seis marchas -- que também equipa o Polo TSI. Deve pintar no segundo semestre deste ano.

+ A00 (sucessor do Gol): a segunda mudança no Gol é mais interessante, porque representa uma troca de geração, com chances de ser acontecer em 2020. Repare que o projeto é tratado como "sucessor", indicando que talvez o nome não seja mantido (embora em recente entrevista a UOL Carros o chefão global da marca, Herbert Diess, tenha dado todos os indícios de que o nome perdura). Terá dimensões menores que as do Polo (entre-eixos pouco acima de 2,50 metros) e servirá como carro de entrada da marca. Pode usar o nome up! para mantê-lo vivo ou matar de vez o subcompacto por aqui.

+ Fox Connect e Xtreme: simplificação da gama do Fox, programada já para este ano, até sua inevitável aposentadoria e substituição pelo mini-SUV "CUV A0". Ambas terão motor 1.6 MSI, porém com "pegadas" distintas: urbana (Connect) ou aventureira (Xtreme).

+ Polo e Virtus GTS: versões de caráter esportivo da dupla, preparadas para surgir entre este ano e 2019. Motorização ainda é mistério: a Volkswagen vai aproveitar o propulsor 1.0 TSI de 128 cv das versões "civis" mais caras ou vai ousar e colocar no cofre o 1.4 TSI de 150 cv? Fica a expectativa.

+ Golf PA: reestilização da atual geração do Golf, que deve ser lançada ainda neste primeiro semestre e continua a ser produzida em São José dos Pinhais (PR), desfazendo os rumores de que voltaria a ser comercializado no Brasil como importado.

+ Golf Variant: facelift da atual geração da perua do Golf, que deve acontecer este ano. A Golf  Variant, no entanto, deve seguir sendo importada do México -- não há planos para produção nacional por conta das vendas irrisórias.

+ Tarek: será o tão aguardado SUV médio para rivalizar com o Jeep Compass. Ele se chamará Tarek, e não Tharu, e será feito na Argentina, chegando de fato por aqui em 2020. "Tarek" é uma derivação de um nome árabe, Tarik, que significa "estrela vespertina".

+ Tiguan: também será lançado este ano, importado do México na configuração para sete pessoas. Ficará posicionado acima de T-Cross e Tarek, com 2,71 metros de entre-eixos. O Tiguan atual, importado da Alemanha, vai continuar vindo em pequenos lotes até a chegada do Tarek, e não deste novo Tiguan, que poderá receber o mesmo sobrenome que usa lá fora: "Allspace". 

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Fonte: UOL

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