Mulheres restringem rotina por medo da violência, aponta pesquisa
Um levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelou que o medo da violência influencia diretamente a rotina de muitas mulheres brasileiras. Segundo a pesquisa, 40,9% das entrevistadas afirmaram que deixaram de sair à noite por receio de sofrer algum tipo de violência.
O estudo também mostrou que 56,8% das mulheres têm medo de caminhar pela vizinhança após o anoitecer. Além disso, 48,6% disseram temer agressões físicas praticadas por parceiros ou ex-parceiros.
De acordo com a análise do levantamento, o medo entre as mulheres é mais amplo e envolve diferentes tipos de ameaças ao mesmo tempo. Enquanto os homens demonstram preocupação mais concentrada em roubos e crimes de rua, as mulheres relatam insegurança relacionada à violência sexual, doméstica, patrimonial e até limitações em sua liberdade de circulação.
Entre os principais receios apontados pelas entrevistadas estão:
Ser vítima de roubo à mão armada;
Cair em golpes financeiros pela internet ou celular;
Morrer durante um assalto;
Ter o celular furtado ou roubado;
Sofrer violência sexual;
Ter a casa invadida ou arrombada.
A pesquisa também identificou que as mulheres apresentam índices de medo maiores do que os homens em todas as categorias analisadas. As maiores diferenças aparecem em temas como violência sexual, medo de andar sozinha à noite, invasão de residência e agressões cometidas por parceiros íntimos.
Os dados reforçam como a sensação de insegurança afeta a liberdade, a mobilidade e o cotidiano das mulheres em diferentes espaços da sociedade.

