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Comissão de educadores físicos pede reabertura de academias em Piracicaba e cria protocolos


Grupo, que também representa institutos, clubes, grupos de corridas e afins, entregou à prefeitura documento com série de medidas preventivas para retomada do setor. Educador físico Eduardo Azzini: criação de protocolo para reabertura de academias
Sidney Jr.
Educadores físicos entregaram à Prefeitura de Piracicaba (SP) uma solicitação de reabertura de academias esportivas, institutos, clubes, grupos de corridas e afins.
Desde o dia 1º de junho, a região de Piracicaba está enquadrada na fase 2 (laranja) do Plano SP, do governo estadual, que não permite reabertura destes estabelecimentos.
A reabertura de academias, por exemplo, está enquadrada na fase 4 (verde). Já a promoção de eventos que geram aglomeração, como os esportivos, está prevista na fase 5.
No documento, a comissão com 149 profissionais apresenta uma série de protocolos e diretrizes de prevenção ao coronavírus nestes espaços.
As informações foram divulgadas pelo educador físico Eduardo Azzini, em live do Parlamento Aberto, da Câmara de Piracicaba.
Segundo ele, o documento segue orientações do Conselho Regional de Educação Física da 4ª Região do Estado de São Paulo (Cref-4/SP) e da Associação Brasileira de Academias do Brasil (Acad), que seguem, respectivamente, as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Segundo Azzini, o prefeito atendeu o grupo e disse que encaminhará a solicitação ao secretário estadual de Saúde.
Plano SP: Piracicaba está enquadrada na fase 2, que ainda não permite funcionamento de academias
Reprodução
Medidas
Dentro das medidas no documento está a de circulação nos espaços, atividades externas e centros de captação. Ele também trata das medidas de higienização, como, por exemplo, a cada duas ou três horas retirar todos do estabelecimento e fazer higienização completa.
“Esteiras, por exemplo, em vez de ser uma do lado do outra, terá que intercalar. O bebedouro precisará ser lacrado e todos os alunos, clientes e colaboradores terão que medir temperatura e, se apresentarem qualquer sintoma, o local irá entrar em contato com a vigilância sanitária e a pessoa não entrará na academia”, contou Azzini.
A ocupação simultânea do espaço de educação física deverá ser limitada a 35% da capacidade (recomendação 1 cliente a cada 6,25 metros quadrados). O espaço de exercício de cada cliente nas áreas de peso livre e nas salas de atividades coletivas deve ser demarcado no piso.
No máximo 50% dos aparelhos de cardio e armários devem ser usados, com um distanciamento mínimo de 1,5 metro entre equipamentos em uso.
No final do documento, há um termo de responsabilidade que cada educador físico irá assinar após a abertura, quando houver permissão legal. O não cumprimento pode levar às penas previstas no artigo 268 do Código Penal, que trata introdução ou propagação de doença contagiosa: detenção, de um mês a um ano, e multa.
“Somos profissionais da saúde e fomos deixados de lado. Somos capacitados para higienizar e seguir o protocolo de funcionamento. É uma coisa nova que não sabíamos como ia lidar, realmente não sei que ponto que nós perdemos o olhar da educação física como área da saúde”, disse.
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