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Em meio à reabertura gradual, comércio de Piracicaba tem aglomerações e filas


Pessoas também não cumpriam o distanciamento recomendado para prevenção à pandemia do novo coronavírus. Com alta na taxa de desemprego, Piracicaba tem retomada de atividades em alguns setores
No segundo dia de reabertura com expediente de quatro horas, após redução estipulada em decreto da prefeitura, o comércio de Piracicaba (SP) teve aglomerações, filas e falta do distanciamento recomendado para prevenção à pandemia do novo coronavírus, nesta segunda-feira (8)
A dona de casa Flávia Santana achou que chegando mais cedo evitaria o contato na ruas, mas ocorreu exatamente o contrário.
“Me assustei bastante porque tem muita gente. E a gente tenta manter a distância, mas infelizmente o povo vai se ‘achegando’”, conta Flávia.
Aglomeração de pessoas em área comercial de Piracicaba
Ronaldo de Oliveira/ EPTV
O horário de funcionamento do comércio não essencial foi reduzido. Agora, atende das 13h às 17h. Na semana passada, as lojas puderam funcionar o dia todo, mas o Ministério Público pediu que a prefeitura seguisse as recomendações do estado, e foi publicado um novo decreto.
Para os moradores a redução acabou concentrando mais o movimento. “Semana passada estava normal, estava melhor. Agora, aqui está essa bagunça né”, afirmou a dona de casa Juscelina Alves dos Santos.
Demissões
A tentativa de retomada da economia vem em um momento em que as estatísticas já demonstram o impacto da pandemia na geração de empregos. Piracicaba registrou aumento nos postos de trabalho no começo do ano. Agora cresce o numero de desempregados.
Trânsito em área comercial de Piracicaba em meio à pandemia
Ronaldo de Oliveira/ EPTV
Em março, o saldo negativo foi de 17 vagas de trabalho na cidade (4.122 demissões e 4.105 contratações). Já em abril, foram fechados 1.677 postos (3.415 desligamentos e 1.738 admissões).
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Piracicaba (Acipi) diz que a tendência é de mais aumento nas demissões.
“No início, todos imaginavam que seriam 15, 30 dias, então, ninguém se preparou para um momento desse. E tem estabelecimentos que vão ficar 90, 120 dias sem voltar a atividade. Então, realmente, muitos deles não vão reabrir”, aponta Luiz Carlos Furtuoso.

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